quinta-feira, 4 de abril de 2013

Primeira semana na escola!

Aviso: A partir desse post já me encontro no Brasil e infelizmente não mais no país dos cangurus! Os relatos são de meses atrás quando ainda me encontrava na Austrália e escritos baseado nas minhas memórias, anotações diárias e demais registros!

Se o meu primeiro dia na escola até que foi um dia interessante (até mesmo pela emoção de ser "O primeiro dia!" e pelas "descobertas e novidades") o mesmo eu não posso falar sobre a primeira semana! De longe foi a minha pior semana na Austrália em relação à escola! (03 a 07/12/2012) Principalmente por dois motivos: para variar conheci mais brasileiros (que praga, meu amigo!) e meu inglês com a fluência ainda bem ruim me dificultava muito conversar com os estrangeiros (os poucos que tive chance de me aproximar mais!). Era tanto brasileiro que eu conhecia nesta primeira semana que a impressão que eu tinha era de que 20 a 30% dos estudantes eram brasileiros (porém descobri mais tarde que, felizmente, essa impressão estava longe de ser uma estatística verdadeira!).

Bom, na realidade, esse período de angústia só duraria mesmo a primeira e talvez a segunda semana, de forma que foi só melhorando até o final da viagem e nas últimas semanas nem mesmo mais me preocupava com esses quesitos. Com relação a evitar os brasileiros, aprendi a fazer muita amizade com os(as) asiáticos(as) da escola (pessoas que tenho saudades e muito dos quais até hoje mantenho contato via facebook/skype) e fora da escola minha vida melhorou muito em relação a este quesito desde o primeiro dia que comecei a fazer amizade e frequentar os eventos do couchsurfing (a primeira vez foi no Australian Day, dia 26 de janeiro), é impressionante como era realmente muito difícil encontrar um brasileiro por lá e assim conseguir fazer amizade das mais variadas: com europeus, orientais, australianos, indianos e até mesmo falantes nativos como um britânico e um americano da Califórnia! (para quem não sabe o que é couchsurfing explico apenas em posts futuros). E em relação ao inglês, de fato eu não possuía um inglês "ruim"! Ao contrário de uma galera que sai do Brasil sem saber nada, eu já tinha uma boa base porque fiz curso e estudei inglês a vida inteira! Meu único problema era que no início eu tinha uma dificuldade muito grande de me expressar em situações reais (já que no Brasil o aprendizado era baseado em livros, exercícios, cd's e aqueles diálogos "artificiais" em sala de aula), de forma que sofri bastante nas primeiras semanas para pegar o "ritmo", mas depois de um tempo (das primeiras semanas) vivendo na Austrália já me comunicava confortavelmente! Me sentia quase fluente falando hahahah...

Para começar o tormento na primeira semana que falei ali em cima, a semana já se inicia com o fato de que me trocaram de turma e me colocaram em um sala errada já na terça-feira! (não só eu como vários outros alunos). Sim, como falei, fui classificado na avaliação deles para o nível 3A - que seria Upper Intermediate (intermediário avançado) - e numa confusão deles me trocaram para a sala do nível 3B - que seria Advanced (avançado e último nível da escola). O problema maior não era nem o nível em si, mas sim que o 3A onde eu deveria ficar era uma turma de General English (focado em inglês geral/conversação) e a turma que me trocaram equivocadamente não era General English, mas sim uma turma especial para preparar pro IELTS, um exame acadêmico internacional! Numa confusão da escola para criar uma turma separada para a galera que está se preparando para o IELTS, acabaram me jogando lá dentro sem nem mesmo me consultar, sendo que eu não tinha a mínima intenção de fazer esse exame e muito menos me preparar para ele!

Chego na terça-feira na escola e noto que a turma está bem diferente, mas tudo bem nada demais! O problema é que as aulas eram maçantes, apenas gramática e exercícios maior parte do tempo! (em vez de conversação como seria no 3A - "General English", onde eu deveria estar!). Ou seja, as aulas eram tudo aquilo que eu fazia no Brasil que pode ter me dado uma boa base mas nunca me conduziu a de fato ter a fluência no inglês. Eu ficaria mais ou menos uma semana e meia nesse tal de IELTS antes de voltar para a turma que eu deveria está, uma perda preciosa de tempo! Aulas focadas em um exame que eu não ia fazer (em vez de focar em comunicação e fluência que era o que realmente necessitava) e turma bem mais avançada que o meu nível no momento, o que acabava me empurrando para o escanteio durante as aulas (mas como falei, eu tinha base em inglês, o que faltava era só pegar mais fluência "em situações mais reais". Lembro que no início o pessoal do IELTS me assustava, mas depois de várias semanas quando reencontrava os antigos amigos dessa turma, eu me impressionava como estava no mesmo nível de "fluência" deles ou até mesmo melhor)

Desde do meu segundo dia na Austrália eu já estava com a preocupação de procurar emprego (dinheiro é sempre bom hehehe), e sem dúvida a melhor forma de perseguir esse objetivo é se misturando com pessoas de seu país para conseguir melhores informações e se ajudar mutuamente (afinal, os melhores empregos se consegue por indicação, ainda mais quando não se tem experiência). Por isso, a parte do emprego sempre foi minha maior pedra no sapato, funcionava como uma prisão: ao mesmo tempo em que queria ver minha liberdade longe dos brasileiros, eu me sentia forçado a me socializar com eles porque se não a vida sem emprego ficaria muito mais difícil! (e de fato quando finalmente consegui um emprego fixo -quase um mês depois- foi graças a dois amigos brasileiros muito gente boa! Um mais próximo que avisou ao outro que eu tava precisando e outro que me colocou lá dentro e viramos amigos e colegas de trabalho!).

Ok, no intuito de fazer alguns contatos e trocar experiências, procurei alguns estudantes brasileiros no intervalo das aulas. Meu deus, como conheci brasileiro "mala" naquele dia! rsrsrs... não sei que pecado eu havia cometido, porque, poxa, só encontrei cara "babaca"! (muito dos quais felizmente nem cheguei a reencontrar mais tarde). Sabe aquele cara que não quer nada com vida? Putz, aqueles caras que só querem ser maloqueiro, só sabe falar algo se for cheio de gírias e algo do tipo!  Uns caras meio perdido, que parecem que não querem nada com a vida e a mãe manda para Austrália para ver se dá um jeito no moleque! Pois então, era mais ou menos isso o naipe dos caras que tive o "desprazer" de conhecer! Poxa, não era possível que eu fosse um dos únicos que tivesse ido para lá porque era alguém que estudou muito para entrar numa universidade boa (estudo na USP atualmente) e tivesse como objetivo focar em estudar/aprender inglês o máximo possível! Foi nessa hora que abaixei a cabeça e me perguntei se eu tava mesmo no lugar certo ou se eu tinha feito uma decisão muito errada na minha vida? Pior que quando eu chegava em casa de noite, o Frederico (meu primo) sempre ajudava a reforçar esse esteriótipo de brasileiro "mala" no exterior, dizendo que esses caras eram tudo "mala" e mentiroso (e de fato alguns eram) e ele sabia até mesmo imitar o jeitinho "maloqueiro" que esses caras falavam! (depois até peguei a "manha" e aprendi como imitar também, era só misturar várias gírias e expressões em inglês pelo meio e falar com um "ar" de carioca malandro hahahah... eu e o Frederico nos divertíamos bastante entre a gente imitando esses malucos uahsuahus... ou então ouvindo as histórias que ele me contava sobre esses brasileiros "malas")

Não tou dizendo que todos os brasileiros sejam "malas" (e nem mesmo que a maioria seja!), mas naquele dia tive o azar de só encontrar cara "mala", meu Deus! Dois me marcaram em especial: um cheio de tatuagem, que tava com a camisa de clube brasileiro (nossa, o cara vai para uma escola de inglês na Austrália e fica andando com camisa de clube e discutindo campeonato brasileiro no intervalo! aff...) e só falava besteira! E o outro poderia ganhar o troféu de maior mentiroso que eu já conheci! Eu conheci o cara na sala de aula o abordei no intervalo para trocar umas ideias sobre a vida na Austrália, afinal ele já tava ali a mais de um ano e me poderia me passar experiências valiosas. Duas mentiras dele foi as que mais me marcaram. A primeira delas foi quando eu perguntei para ele se ele realmente tinha objetivo em aprender inglês, porque os amigos dele na Austrália eram tudo brasileiros e logo ele falaria português a maior parte do tempo. Aí o cara me veio com uma história de que isso é de agora, porque ele já tava a mais de um ano na Austrália tinha um inglês bom (mentira!) e não precisava se preocupar tanto com isso, porque no início quando ele chegou e não sabia uma palavra em inglês ele só se misturava com os asiáticos da escola para não falar português! (outra mentira "deslavada"). Então questionei ele como isso seria possível já que ninguém sabia inglês (e conversar com asiático é pior ainda, mesmo com inglês avançado as vezes é difícil de entender por causa da pronúncia, claramente o cara tava mentindo, nunca foi amigo dos asiáticos droga nenhuma!), aí ele fala que todo mundo ficava tentando fazer mímica para se entender e ninguém entendia ninguém, que era coisa de louco! E a segunda mentira das grande, e pior de todas, foi a história do celular: o cara falou que ia nas baladas e "pegava" as gringas só usando o tradutor do celular, escrevia no celular e mostrava para elas! O cara não tem nem vergonha de mentir! ahuahuahuahu (esse história é tão tosca que ficou clássica nas conversas minhas e do Frederico! Por muito tempo a gente lembrou essa história entre a gente para dá umas risadas! Se eu saía com alguma amiga asiática por exemplo, o meu primo sempre me lembrava para não esquecer de por o tradutor de japonês ou coreano para xavecar as minas só no celular auhsuahushau... pior que meu primo chegou a me acompanhar numa "festinha" do pessoal da escola e tive o "desprazer" de reencontrar esse cara lá, fiquei com muito medo do Frederico ir lá e dá uma "celulada" na cara dele, com um "what's your name" na tela ou algo do tipo, sorte que eu não contei pro meu primo quem ele era uahsahusahusuha... depois disso felizmente nunca mais encontrei esse cara na escola)

Voltando para a aula conheci um colombiano bem gente boa (Edwin) e ele acabou virando amigo por muito tempo! (até ele tirar férias da escola e sumir!). Gostava muito dele porque ele sempre se misturava muito com os brasileiros, assim toda vez que eu infelizmente tinha muito conhecidos brasileiros em algum canto (isso acontecia muito quando a gente ia jogar futebol por exemplo, mas em outras situações também), ele sempre acabava sendo uma ótima saída para que eu evitasse falar português! O único problema era que a pronúncia dele era muito ruim! Lembro uma vez que ele me perguntou "how old are you?" e eu respondi "fine, thank you!", eu tinha entendido "how are you?" uhasuuhasuh... realmente era uma pronúncia bem "ruidosa"!

Ele me convidou para ir na praia nesse dia (Cottesloe, uma praia bem famosa em Perth) e que iríamos encontrar um amigo dele na estação de trem para ir junto! Quando finalmente conheço o amigo dele, começo a bater um papo em inglês e pergunto de onde o amigo dele era, adivinha a reposta? Sim, do Brasil! (poxa, que decepção, conheço um cara gringo e penso que ele vai me apresentar outros amigos gringos e ele me apresenta um brasileiro! Mas eu ainda não sabia que ele tinha muito amigos brasileiros, assim como é comum a muito colombianos na Austrália). Respondo com desapontamento em português: "é, cara, sou do Brasil também, coincidência, né? Que legal!". Mas não é que o cara não dá bola para isso e continua falando comigo em inglês? O cara fazia doutorado (acho que em computação) na Unicamp, foi um dos primeiros brasileiros gente boa que conheci em Perth (Adenilson) e me deu uma força muito grande na Austrália, me passando história e experiências de vida verdadeira, e não uma sequência de mentiras como o "maluco do celular"! E mais tarde ele também me prometeu me ajudar na quarta-feira (dia seguinte) com várias coisas que eu ia precisar e me levar no escritório da Information Planet (ele coincidentemente tinha viajado pela mesma agência de intercâmbio que eu) que ficava muito perto da escola e os caras davam um suporte muito grande aos intercambistas (era tudo que eu precisava, e eu nem sabia da existência deste escritório brasileiro em Perth). E foi um dos poucos brasileiros que conheci que realmente fazia questão de falar inglês 100% do tempo! (mas o que nem sempre acontecia! Ao contrário de uma outra amiga brasileira -Adriana- que conheci que realmente era rigorosa neste quesito, a primeira vez que eu a vi falando português ou falei português com ela foi já no Brasil). No trem a gente encontra mais dois amigos, mais um outro brasileiro (como pode?) e um espanhol (esse espanhol era um cara bem gente boa o cidadão). No caminho para a praia a gente só conversava em inglês, me lembro que os caras tavam tentando me ajudar dando uns toques do que eu precisar no país e até coisas simples eu tinha dificuldade de entender, como conta de banco ("bank account") principalmente por causa da pronúncia. Mas mesmo assim não trocamos para português nenhuma hora! (acredito que isso mais por causa do Adenilson ou então em respeito aos amigos estrangeiros, porque o outro brasileiro lá -como descobrir mais tarde- não se incomodava em falar português na Austrália, assim como a maioria das pessoas normais, a exceção de mim, do Adenilson e da amiga que citei ali em cima hahaha)

Na quarta-feira retorno para aula, novamente naquela turma errada do IELTS. Me lembro que eu me sentia muito mal na aula! Tava numa turma errada, com um pessoal com um nível bem mais avançado que o meu naquele momento (com uma fluência que eu não conseguia acompanhar) e eu sempre me sentia "jogado para escanteio", não conseguia me entrosar, me comunicar com outros como eu gostaria de fazer e até mesmo participar da aula direito!  E pior, era uma sala de "panelinha" que já tinha uns grupinhos de amigos fechados (a mesma galera que tava sempre estudando para o exame do "IELTS") o que dificultava ainda mais o meu entrosamento, foi uma semana terrível! Bem diferente das semanas mais a frente quando me tornei entre os mais antigos e que eu era peça da "panelinha" da sala; mas em vez de tentar ignorar os novos estudantes que chegavam, eu fazia justamente ao contrário! Sempre os recebia muito bem e sempre carregava "mapas" na minha bolsa para dá para os novos forasteiros, que até mesmo me rendeu o apelido de "the tourist guy" (algo como "o cara do turismo" huahsuashsuhu), posso contar a história mais a frente.

Nesse quarta-feira duas coisas me marcaram! Conheci uma russa (Kate Kate) que falava pelos cotovelos ("speak underwater" na expressão idiomática que aprendi em inglês mais tarde, porque depois de algumas semanas eu próprio cheguei a receber esse "apelido" também hahahah) e ela tinha chegado na escola no mesmo dia que eu (fizemos a prova de avaliação junto), meu deus como essa menina me assustava, eu não entendia nada do que ela falava, e ela não parava de falar um minuto! hahaha... Outra coisa que me marcou nesse dia foi uma polonesa (Natalia), falava muito bem inglês também (apesar de não "falar pelos cotovelos" igual a russa haha), mas meu Deus como essa menina era inteligente! A gente fez uma atividade em dupla em que a gente dissertava sobre questões do nosso país e ela parecia uma enciclopédia, tamanho o conhecimento dela! Mas o que me surpreendeu mesmo foi quando eu fui falar sobre o Brasil (a gente tava falando de energia) e ela tentar fazer algumas referências a Usina binacional de Itaipu! Realmente surpreendente! (enquanto na Austrália conheci gente que não sabia mesmo apontar o Brasil no mapa Mundi ou outra que me perguntou uma vez se eu não era europeu porque o Brasil ficava na Europa. Não tou brincando!!! uhuauahaua)

Depois da aula, fomos embora em um grupo de pessoas, acho que metade brasileiros e metade de outra nacionalidade. A gente ia falando em inglês no caminho, mas o grupo ia ficando cada vez menor, até que só restou brasileiros (e para variar alguns "malas" que eu detestava pelo meio também), daí começa-se a falar só português, que decepção! (e o pior que isso me assustava porque eu temia muito que a maior parte do meu intercâmbio seria assim, tamanha a quantidade de brasileiros em todos os cantos! Mas graças a Deus isso não virou verdade, principalmente porque fiz amizades com os asiáticos como já falei, e graças ao couchsurfing também). Daí a gente se separa e fica só eu e o Adenilson, porque ele tinha me prometido levar no escritório da Information Planet naquele dia! Mas antes de ir lá ele me convidou para ir com ele na "Central Area" da "City" (isso são nomes próprios de lugares em Perth, por isso deixei em inglês), porque entre outras coisas ele gostaria de trocar dinheiro porque em algumas semanas ele iria para a final do Mundial de Clubes no Japão ver o jogo do Corinthians (é, todo mundo tem os seus defeitos hahahah). Foi legal andar e conhecer a "Central Area" da "City" (a "City" é como o centro da cidade de Perth e não a cidade em si),  é realmente um lugar onde dá para se achar de tudo em Perth! Mais ou menos como a "Rua Grande" em São Luís ou uma mistura da "Paulista" com "25 de Março" em São Paulo. Um lugar onde realmente se acha de tudo! Com o diferencial de ser um lugar bonito, grande, que não passa carro, espaçoso e organizado! Era um local que todo mundo ia com grande frequência e quase tudo que se queria se achava lá! (fora as manifestações culturais de todo tipo que ocorriam no lugar e que realmente me marcaram)

Enquanto a gente andava pela "Central Area" finalmente o Adenilson aceitou falar em português comigo (um dos poucos momentos que isso aconteceu! Apesar de que com "certos" brasileiros - que resistiam a falar inglês com outros "tupiniquins" - ele sempre falasse em português). A gente conversou durante um longo tempo sobre a Austrália (ele já tava a mais de 5 meses em Perth e já tinha bastante experiência) e isso foi realmente muito útil para que eu pudesse "firmar umas bases". Lembro que eu tava bem assustado no início, fazia vários questionamentos e mostrava várias preocupações, bem mais do que eu deveria ter para aquele que ainda era o meu terceiro dia da minha primeira semana. Minhas principais aflições giravam em torno de obtenção de emprego e da "infestação" de brasileiros. Sobre emprego lembro que ele até chegou a fazer uns dramas, de que a gente podia fazer uma das melhores universidades do país (ele Unicamp e eu Usp), doutorado e tudo mais (caso dele, não meu), mas quando você chega na Austrália você é um nada! Que ele começou como "toilet cleaner" (limpador de banheiro) e que isso é uma situação humilhante e blábláblá (mais tarde, eu comecei trabalhando como jardineiro e graças a Deus nunca trabalhei de "cleaner" hehehe). Sobre a "questão dos brasileiros", não lembro o que ele falou, mas certamente não seria algo muito útil, porque depois mais de 5 meses na Austrália ele ainda vive saindo com brasileiros. (nada contra, mas que no meu caso eu tinha "só" umas férias de 3 meses para desenvolver meu inglês e eu queria evitar essa "convivência com brasileiros" o máximo que eu conseguisse)

Depois de longas conversas (bastante úteis, ao contrário das histórias falaciosas do "maluco do celular" uhuahua), a gente voltou para os arredores da escola e ele finalmente me levou no escritório da Information Planet (nossa agência de intercâmbio brasileira). Conheci a mulher que chamava todo mundo de "lindão" e o Marcus Neri, um maluco de rastafári que até me assustou no início, mas o cara era muito competente, atendia muito bem e deu uma força muito grande (até convidei ele pro meu aniversário meses depois, mas infelizmente ele não pode ir. Em seguida, ele me convidou para uma viagem para Pinnacles, infelizmente recusei o convite quando descobrir que só tava indo brasileiros e dei uma desculpa qualquer).

O suporte da Information Planet foi simplesmente fantástico! Me ajudaram com tudo que eu precisava fazer desde que eu cheguei na Austrália! Como consegui um tax file number (obrigatório para conseguir emprego), abrir uma conta em banco (essencial para começar a trabalhar), consegui chip de celular, consegui adaptador de tomada (as tomadas lá eram diferentes como falei no post anterior, por isso eu tava a três dias sem usar meu celular ou laptop), ajudar a fazer currículo (ajuda de primeira e de valor inestimável), indicar sites para procurar emprego, etc, etc... E me deram uns mapas muito bons, que mais tarde até aprendi a distribui-lo entre os novos estudantes da escola e virar o "tourist guy" como falei ali em cima hehehe...  E o melhor: o suporte todo em português e o escritório (que constava inclusive com computador e internet a vontade) a menos de um quilômetro da escola (a escola tinha computador e internet também, mas além de lento eles bloqueavam alguns sites úteis como o facebook, ridículo!). Esse é o motivo pelo qual não me arrependo em hipótese alguma de ter viajado pela Information Planet, meus amigos da escola (brasileiros ou não) ficavam morrendo de inveja com o suporte que eu tinha em Perth. E o meu amigo Alison que viajou pela Kangaroo (agência muito boa -minha preferida junto com a IP- que teoricamente sairia mais barato se eu viajasse por ela) para Sydney não contou com o mesmo suporte, isso porque Sydney ao contrário de Perth é talvez a cidade mais importante da Austrália. (porém não é a capital como muitos pensam, a capital da Austrália é Camberra!). Por essas e por outras recomendo muito a Information Planet para quem quer viajar (mas a Kangaroo que pesquisamos juntos e meu amigo viajou por ela não fica muito atrás). Depois descobrir que a escola também fornecia suporte para fazer currículo e dicas para procurar emprego, mas muito longe de ser tão bom quanto ao da IP! (até mesmo porque a IP fornecia o suporte em português)


Aquele escritório e aquele suporte da agência da Information Planet foi como um sonho para mim (apesar de não ser algo corriqueiro, eles chegaram ao ponto de até  mesmo consegui o primeiro emprego[!] de um amigo meu - o qual se chamava Nathan. Fantástico isso!). Agora finalmente eu tinha todo aquele suporte que eu necessitava e outrora eu ficava correndo atrás de brasileiros para conseguir! Assim não precisava mais me sujeitar a histórias malucas como a "história do celular" para conseguir algum suporte de alguém! Me sentia mais livre para evitar os "brazucas" na escola! (apesar de fazer isso sempre com cautela, já que apesar de tudo eu ainda não tinha emprego. Só passei a me sentir totalmente livre dos brasileiros mais de um mês depois, no dia 17 de janeiro quando consegui meu primeiro emprego fixo, graças dois amigos brasileiros os quais tenho muita consideração até hoje! Me senti como um escravo recebendo a sua alforria! Com emprego estável, finalmente me sentia totalmente livre para seguir meu rumo e evitar os brasileiros sem peso na consciência de está perdendo "contatos úteis" para conseguir emprego. Mantive só as amizades antigas e se descobria que alguém "novo" era brasileiro, sentava do outro lado da sala ou procurava nem me apresentar uhuhasuhsau... com discrição e na medida do possível, e sem faltar com educação claro hehehe).

Na quinta-feira, eu ainda continuava na sala errada! Já tinha reclamado na Information Planet que não me sentia bem na sala e eles me sugeriram mudar o nível! (mas eu não aceitei porque eu não sabia que se mudasse o nível eu sairia do IELTS e voltaria para turma de General English, que é onde eu deveria está). Continuava aquelas aulas maçantes! Logo quando eu cheguei eu visualizei uma cadeira vazia bem na frente (não é aquela sala que eu mostrei no post anterior, é uma diferente) numa mesa que não tinha nenhum latino-americano: estava lá a russa (que "falava pelos cotovelos") e uma Tailandesa, a mesma do post anterior (Kate). Ocupei aquela cadeira e vi isso como uma atitude ousada para aquele dia, mas que acabou saindo um desastre! Minha capacidade de ter fluência para falar ainda estava bem ruim e minhas falas foram tão poucas e desconexas que elas devem ter pensado que eu era "retardado"! uhuhauahaua. (sim, como as turmas teoricamente eram divididas por níveis, as vezes era mais fácil supor que alguém "desconexo" era retardado do que não tinha fluência suficiente para se expressar uahuahuah. Lembro que uma vez, um estudante novo do "básico" entrou em seu primeiro dia em uma turma nossa de "intermediário avançado" por engano e todo mundo tentando falar com ele e ele só sorrindo sem dizer nada ou dizendo uns "yes" sem conexão com nada... todo mundo pensando que ele era retardado, mas o bichinho só tava na turma errada, foi muito engraçado esse dia uahuahuahau... e como ele era brasileiro, no final eu que tive que dá um "help" pro garoto com atendimento personalizado em português hehehe)

A tailandesa até que era mais na dela, mas, meu amigo, aquela russa não parava de falar pelos cotovelos! Apesar de eu não falar muito, sempre tentava demonstrar que estava prestando bastante atenção, por isso só vivia com olhos "bem abertos"! kkk... A russa chegou até a comentar depois que eu só vivia assustado, com os "olhões" uahuahuaahua... um professor chegou a comentar a mesma coisa rsrsrs... Já a tailandesa pensava que eu era um rapaz bem tímido, porque quase não me via falar! Um fator da tailandesa (Kate), que eu gosto muito de lembrar, é que ela foi a única pessoa na escola que me acompanhou do meu primeiro dia de aula até o último (quatorze semanas) e ficamos amigos bem próximos depois! E algumas meses depois ela relatou exatamente isso aí: que ela achava que eu era um dos rapazes mais tímidos que ela já havia conhecido, porque eu não falava quase nada! Até que meses depois ela se surpreendeu ao me ver com um comportamento exatamente oposto daquela primeira impressão: eu já estava quase disputando com a russa na sala de aula para ver quem conseguia falar mais "pelos cotovelos"!!! hehehe (no período que a russa esteve na turma de "general english", que foi minha turma definitiva no final). E recebendo apelidos "no bom sentido" do carismático professor Paul como "vacuum cleaner" (porque quem sentava do meu lado não conseguia se concentrar, injustiça isso aí! uahushau) ou "speak underwater" ("fala pelo cotovelos" em inglês) ou então "tourist guy" pelos outros alunos (pela maneira um tanto "inusitada" que eu recebia os novos estudantes com informações e mapas ehehehe).

Na hora do intervalo procurando evitar os brasileiros de outrora procurei meu amigo colombiano Edwin, ele acabou me apresentando umas amigas colombianas (observação: não são as mesmas das fotos abaixo!). Me lembro que não curtir muito o "clã" colombiano naquele dia (apesar de mais tarde fazer várias amizades colombianas que valorizo muito), as meninas tinham o inglês bem ruim e as vezes misturavam um "portunhol" pelo meio quando não lembrava a palavra em inglês (ao contrário de uma colombiana -Camila- que conheci mais tarde que chegou  já no primeiro dia dela com um inglês tão fantástico quanto o da russa! E ambas era a primeira vez em país estrangeiro/anglófono! - as duas pessoas que mais me impressionaram neste quesito!). Fora que como era uma panelinha só de colombianos, a qualquer deslize meu eles já começavam a falar espanhol entre eles (nem davam muita bola de ficar falando inglês), e eu como não entendia nada de espanhol só podia ficar com cara de paisagem nessas horas! E eu nem conseguia muito assunto para puxar também, talvez porque eu ainda não tinha muita confiança para falar! Sim, tudo tava dando errado naquela primeira semana rsrsrsrs

Na sexta-feira dia 07, mais um dia daquela semana fatídica! Mais uma vez aquelas aulas maçantes focadas em gramática e exercício, a turma que eu não conseguia acompanhar, aquela "panelinha" fechada na sala que eu não conseguia me entrosar e eu não aguentava mais ouvir falar de IELTS! Era um "fala-fala" de IELTS o tempo inteiro! (apesar de  todas essas evidências eu ainda não tinha percebido que estava na sala errada) Conheci um japonês chamado "Hideto" que marcou desde do primeiro dia! O professor pediu para a gente formular um frase qualquer, eu não me lembro qual era a minha, mas a dele era: "Studying English make me sad" ("Estudar inglês me deixa triste")... escrever isso numa aula de inglês... que cara maluco! uhauahauahau... Mas graças a ele um dia eu troquei para a turma certa (isso ocorreu na semana seguinte). A escola havia cometido o mesmo erro com ele e ele mudou de turma e acabou me resgatando também. Assim, na semana seguinte eu, ele e a Tailandesa já tínhamos mudado para a turma certa de General English, e finalmente abandonado essa "droga" de IELTS!!! (quanto perca de tempo essa "droga" me causou! Podia tá desenvolvendo a fluência na turma de General English em vez de ficar perdendo meu tempo resolvendo exercícios de gramática!). Outra coisa que agradeço bastante ao Hideto é que mais tarde ele acabaria me apresentando vários asiáticos/asiáticas e abrindo para mim a porta para o mundo da Ásia: um fantástico mundo de maravilhosas pessoas de olhos puxados e o melhor, praticamente impermeável a brasileiros! Eu fui um dos poucos brasileiros (isso numa escola "infestada por esse mal")  que conseguiu adentrar nesse mundo (realmente, o grupo de asiáticos normalmente é "só asiáticos", não sei porque - o que me fazia ser um contraste entre tantas pessoas de olhos puxado!) e já tava até pensando em puxar meus olhos para ver se eu mudava de nacionalidade e as pessoas parassem definitivamente de falar português comigo quando eu estivesse lá na Austrália uahuashus

Para o pessoal não me acusar de dizer que não teve nada de legal na primeira semana na escola, aqui segue as fotos do torneio de ping-pong (como falei toda sexta-feira a escola organizava alguma atividade, essa semana foi um torneio de ping-pong, a seguinte a gente foi numa ilha e eu vi cangurus pela primeira vez e assim por diante...)

A galera que  participou do "torneio", da esquerda para a direita: o tcheco Šebák, a colombiana Magda, o brasileiro Augusto, o tcheco Dan, o colombiano Oscar, o brasileiro Nathan, o italiano Tore, o brasileiro "eu" e a colombiana Patricia.
 
 Pediram para fazer uma pose legal para sair na foto e eu como não tenho muito talento para poses acabei saindo dando dedo, não sei porque rsrsrs... O pior é que esta foto estampou a capa de um dos álbuns da escola no facebook heheheh


Novamente pediram uma pose legal! Dessa vez com a raquete na cara, mas eu não tinha raquete :(

O jogo foi disputado na modalidade dupla e na modalidade individual.


Na modalidade de dupla fiz time com Nathan (foto). Nós fomos a dupla vencedora (dream team? hahaha) e a gente recebeu aquele que o pessoal considerou o melhor prêmio: um "six-pack" da cerveja australiana Carlton (como assim? mesmo nome de cigarro no Brasil? uhuahsus), ficou 3 garrafas para cada e as dei de presente pro meu primo quando cheguei em casa! Me lembro que fiquei feliz pra caramba porque pensei que tinha recebido uma fortuna (como expliquei em post anterior, álcool é muito caro na Austrália), mas de fato essa bebida nem é assim tão cara quando comprada no mercado, mas sim quando comprado no bar ou no "club" (porque neste caso agrega ao mesmo tempo no produto duas coisas tradicionalmente caríssimas na Austrália: álcool e prestação de serviços)


O Šebák foi o vencedor na modalidade individual e levou de prêmio um tablete de chocolate (se não estou enganado pela foto). O engraçado é que os vencedores da modalidade dupla (eu e o Nathan) eles não fotografaram, porque disseram que foto de bebida alcoólica não era adequado ir pro facebook! É essas horas que me pergunto se ação de marketing da escola não foi muito falha: se eles sabiam que o prêmio não poderia divulgado, então para que entregaram tal prêmio? (visto que certamente a parte mais importante nesses eventos são o uso das fotos como divulgação e promoção da escola)

terça-feira, 2 de abril de 2013

Primeira dia na escola!

Aviso: Esse post foi escrito no dia 11 de fevereiro de 2013 quando eu ainda estava na Austrália. (Retornei para o Brasil no dia 09 de março, mês passado).

Na primeira segunda-feira (03/12/2012), meu primo deixou bem claro que eu não deveria ir para escola porque eu tinha acabado de chegar do Brasil (domingo a noite, depois de 30 horas de voo e relevantes 11 horas de fuso) logo eu não conseguiria dormir e acordar no dia seguinte, por causa do "Jet-lag" (descompensação em função do fuso horário). Mas por incrível que pareça dormir bem na primeira noite e acordei feliz e disposto para pegar o primeiro dia na escola no dia seguinte! Uma coisa engraçada é que antes de eu viajar, meu irmão mais velho já tinha me falado que essa história de fuso horário não existe de fato e é coisa de "viadinho" (nas palavras dele)! Ao dormir bem e acordar disposto logo no primeiro dia, fiquei muito emocionado pensando que poderia ter provado em pessoa que essa história de fuso é besteira e que eu nem mesmo tinha sido afetado! Sim, cheguei a ser atingido sim pelo fuso (como explicarei mais para frente), só que bem menos que o normal e beeeeeeemmmm menos que a histórias que as histórias que as pessoas contam por aí (o que me faz pensar que mais da metade do o pessoal fala por aí é só drama, algo psicológico ou mesmo "coisa de viadinho" como meu irmão me falou hahahah... visto que o fuso de onze horas é o pior possível, perdendo só para o de doze)

Meu primo me deu uma carona até as estação de trem de manhã (me emprestou 5 dólares também, porque eu só tinha nota de cem hahah) e mais uma vez não caminhei pelas ruas utilizando o inglês! Na hora de comprar o ticket do trem para ir para escola, era em uma máquina de auto-atendimento com tela de toque, de fato bem complicado! (especialmente porque aqui em Perth se paga proporcional ao trajeto, logo eu teria que entender como funcionava as zonas e saber para qual eu estava indo para comprar o meu trajeto). Vi naquela dificuldade a primeira oportunidade para usar o inglês, estava muito empolgado! Virei para trás e abordei a primeira mulher que iria comprar o ticket em seguida, expliquei que estava indo para a estação de McIver, pedir ajuda e expliquei que eu era do Brasil e era o meu primeiro dia na Austrália e blábláblá... nem sei se ela entendeu o que eu estava falando, mas quando ela ouvi "McIver" ela avançou na tela, clicou em todos os botões e me entregou o ticket sem praticamente pronunciar nenhuma palavra! (nem mesmo para me ensinar como funcionava aquele complicado sistema!) uahushaushua... Um balde de água fria! hahah... fiquei tão decepcionado que todo o meu caminho restante para escola fui também sem me comunicar com ninguém! (apesar de uma certa necessidade de pedir informações) Pelo menos na escola vão me receber bem, pensei!

Chegando na escola primeira coisa que vejo é uma placa no elevador: "New Students: dirijam-se ao terceiro andar", ok! Chegando no 3º andar, feliz igual criança quando recebe presente, pensei que no mínimo teria uma excelente recepção para o tal do "Novos Estudantes". Nada disso! Era um dia normal na escola (toda segunda-feira e não apenas aquela, chega novos estudantes na escola) e de fato nem mesmo encontrei alguém para conseguir informação! (eles não tem algo como recepcionista no terceiro andar) Balde de água fria de novo uahsuahusah... Encontrei alguém que parecia um professor para pedir informação, ele falou para eu apenas me dirigir para sala onde estava os outros novos estudantes esperando uma prova ser aplicada! (nada com muita emoção rsrsrs)

Fiz a prova e em seguida uma entrevista bem superficial (não sei como o cara conseguiu me avaliar com poucas perguntas rsrsr), peguei o nível 3A (de uma escala que vai de 1A pro 3B), o que seria algo como "Upper-Intermediate" (intermediário avançado). Cheguei as nove da manhã na escola (hora que começa todas as aulas e que eles marcaram com os novos estudantes) e por volta das dez e meia finalmente me jogaram numa sala de aula! (é na escola é assim mesmo, eles colocam os novos estudantes do nada, no meio da aula heheheh)...

A galera estava fazendo atividade em duplas e me juntei em trio com mais duas pessoas, um cara que parecia asiático e outro que não fazia a mínima ideia de onde era. O que parecia asiático (e realmente era) se apresentou como japonês (Taka, um dos japoneses mais loucos que já conheci! Quem sabe recebo ele ano que vem na minha casa para a Copa do Mundo no Brasil!!!), logo em seguida fui me apresentar e cometi uma das maiores gafes desde que entrei na escola! rsrsrs... Falei que era brasileiro, de uma cidade não muita conhecida (São Luís do Maranhão), mas disse que estudava e morava atualmente em São Paulo. Logo o outro cara que ainda não tinha se apresentado (e eu não tinha idéia de onde era, parecia ser europeu) me perguntou: "São Paulo, the Capital?"... poxa, São Paulo a capital? Fiquei encabulado! Mal começo a empolgação de falar com os colegas "gringos" na Austrália e a primeira coisa que recebo é uma pergunta dessa? Poxa, será que esses gringos cabeça-vazia não sabem que São Paulo não é capital do Brasil? uahsuahush... Ok, disfarcei o desapontamento e comecei a explicar calmamente que São Paulo NÃO É a capital do Brasil, caramba! Que a capital é Brasília e que São Paulo é apenas a maior cidade e blábláblá! Rapaz, não é que o ilustre desconhecido não demonstrava surpresa alguma e parecia ficar cada vez mais impaciente! Até que eu sou interrompido com um "Eu sei, cara! Eu sou do Brasil também, sou de Rio Claro (cidade do interior de São Paulo), eu estava apenas lhe perguntando se você era de São Paulo da capital ou do interior?!!!" (ainda em inglês)  uhaushuasahu! Depois dessa percebi que tinha acabado de cometer uma das maiores gafes possíveis: explicar para um brasileiro que Brasília é a capital do Brasil! uahsuahus... não sabia mas nem onde enfiar a cabeça depois dessa! hehehe

Ok, a aula ocorreu normalmente, mas bem pior do que a gafe em si, foi perceber que eu não estava sozinho como brasileiro ali na aula! É bastante chato perceber que depois de viajar mais da metade do globo a gente larga o Brasil mas infelizmente o Brasil nunca se larga da gente! Logo depois de terminarmos aquela atividade (e eu tentar esquecer a gafe rsrsr) a professora pediu para os outros alunos se apresentarem! Que decepção! Cada vez que eu escutava um "Heloo! My name is 'x' and I'm from Brazil" era como uma facada no meu peito! Do total de uns 15 estudantes (nossa, como aquela sala parecia gigante no meu primeiro dia, hoje parece tão pequena rsrsrs), cerca de um terço eram Brasileiros (contando comigo), outro terço hispânico sul-americano (provável que todos da Colômbia) e o terço restante mistura as demais nacionalidades do mundo (majoritariamente asiático, acho que tinha um europeu só, me recordo apenas uma garota da Polônia). Meu sonho de viver em um país estrangeiro totalmente desconhecido, em que eu não falaria/ouviria minha língua e teria inúmero amigos estrangeiros tinha desabado! (a boa notícia que pude ver mais para frente é que apesar da quantidade de brasileiros, eu fui infeliz de pegar um dia bem atípico na escola em que a proporção de brasileiros e sul-americanos estava anormalmente alta. De fato, mais para frente, cheguei até mesmo a assistir algumas poucas aulas sem nenhum estudantes brasileiro, apesar de isso ser bem raro!). Uma coisa bem interessante naquele dia é que a professora realmente ficou muito impressionada ao me ver ali assistindo aula "normalmente" sem nenhum efeito aparente do fuso, isso em menos de 24 horas depois de descer de um avião que partiu do Brasil!!! (ela ficou tão surpresa que não quis acreditar naquela segunda pela manhã que eu tinha chegado no domingo a tarde um dia antes)

Na hora do intervalo todo mundo se separou e eu fiquei meio-perdido pela escola! (afinal, não tinha nenhum "colega" após aquela experiência de talvez não mais que uma hora na sala de aula). Bom, pensei que era hora de tirar algumas dúvidas que eu tinha e já ir aproveitando para ir me entrosando com algumas pessoas. Bom, de fato o maior problema que eu tinha é que desde que eu cheguei é que eu não podia recarregar meu celular porque as tomadas na Austrália são diferentes, logo teria que comprar um adaptador para colocar meu carregador de celular brasileiro na tomada! (checar imagem abaixo)

Imagem de uma tomada "típica" aqui na Austrália.

Quando entrei no banheiro encontrei um colega de turma lavando a mão e que se eu não estava enganado era do Brasil também (perfeito, porque como ele passou pelo mesmo problema que eu, certeza que poderia me ajudar). Educadamente, perguntei: "Hey, brother. How are you? Are you from Brazil?". E recebi outro soco no peito com a seguinte resposta bem seca: "Sim!". Nossa, foi um dos sim's  mais frio e ríspido que recebi na minha vida rsrsrs... tava ali, todo empolgadão, primeiro dia na escola, pensando que como todo mundo tava ali para aprender inglês, todo mundo ia falar só inglês uns com os outros! Como pude ser tão inocente! hurhuahsuahus... depois do ríspido "sim" entendi a senha, infelizmente comecei a tirar minha dúvida em português com o cidadão! Mas, meu irmão que decepção quando esse cidadão começa a falar português, Deus do céu! O cara falou com tantas gírias pelo meio e expressões em inglês misturada (ele já tava a cerca de um ano aqui na Austrália) que para mim nem português ele falava direito! uahusahu... Ok, peguei a informação, saí correndo dali e prometi comigo mesmo que nunca mais falaria com aquele maluco uahushaushu (besteira, de fato até ficamos "amigos", ou melhor "colegas" depois, apesar de até hoje eu nunca prolongar conversa com ele porque ele só fala comigo em português)

Voltando para a aula não entendi nada, porque boa parte do alunos tinha mudado (de fato fui entender melhor depois, as duas primeiras aulas são aulas comuns e a última é de gramática, na aula de gramática alguns alunos se mantem na turma, meu caso, e outros mudam, caso a gramática do aluno esteja um nível diferente da turma). Encontrei uma garota asiática bem simpática e ela me apresentou como sendo tailandesa, na mesma hora lembrei do blog do meu irmão mais velho que viajou para lá e comecei a falar um bando de coisa específicas sobre a Tailândia (o blog do meu irmão sempre me ajuda nessas horas hahaha), pensei que ia impressionar ela com todos os conhecimentos apresentados hahahah... mas de fato percebi que não era nada demais, já que a Tailândia é um destino muito visado e várias pessoas viajam para lá e sabem várias coisas sobre o país também (ao contrário de um Camboja por exemplo), especialmente pelo país ficar perto da Austrália (de fato, Perth é uma cidade tão estranha que viajar para Bangkok, a capital da Tailândia, é quase a mesma distância do que viajar para Sydney). Ok, dei uma disfarçada e perguntei onde era possível ver cangurus! (pergunta que ficou clássica para mim porque eu sempre perguntava para todo mundo que eu tinha acabado de conhecer, aprendi a utilizar ela meio que como uma forma oficial de "quebrar o gelo" em meio a dificuldade de se comunicar bem em inglês naquelas primeiras semanas de adaptação hahahaha)

Foto da minha sala de aula aqui em Perth!

Fim de aula, nada especial! Fui comer meu lanche no Subway e infelizmente não consegui encontrar nenhum estudante  para ir comigo (apesar de achar o Subway muito saudável e barato, fui ver depois que isso era besteira, melhor mesmo é trazer o almoço de casa e por na geladeira da escola como todos os alunos fazem, depois esquentar e comer lá mesmo), no Subway não me lembro bem quem me atendeu no meu primeiro dia, mas apesar de patinar para entender o que o cidadão falava (especialmente por causa do sotaque/pronúncia australiana, só depois de algumas semanas comecei a me adaptar melhor) me lembro que fui bem atendido no meu primeiro dia! Ao contrário de outros dias que era quando uma "japinha" atendia, "ô mulher sem paciência, meu amigo", me lembro que toda vez que eu ia no Subway ficava torcendo para não ser ela o(a) atendente kkkkk...

Voltando do Subway me lembro de uma coisa que me marcou até hoje, um ativista me abordou e tentou me convencer a virar um doador financeiro regular para a Ong que ajudava pessoas cegas. (de fato nem lembro se isso foi no primeiro ou segundo dia). Óbvio que não ia virar contribuinte de droga nenhuma, mas comecei a enrolar o cara e dá corda só para não perder a chance de praticar inglês com ele... papo vai, papo vem, o cara pergunta de onde eu sou, eu respondo que sou do Brasil e não é que o filho de uma égua começa a falar português comigo???!!! (de fato um português bem "meia-boca", mas talvez melhor do que meu inglês no meu primeiro dia). O cara tinha família européia e já tinha morado um tempo em Portugal, logo tinha aprendido um pouco de português! Pronto, já tinha visto muito naquele dia (que coincidência algo assim ocorrer logo no primeiro dia), dei tchau pro cara e voltei para escola a tempo de pegar a aula opcional a tarde.

Uma coisa bem legal da escola que estou estudando é que depois de acabar as aulas pela manhã, eles oferecem aulas opcionais a tarde, todo os dias! Segunda é aula de vocabulário, Terça é conversação, toda Quarta tem um filme (em inglês com legenda em inglês), Quinta aula de pronúncia e Sexta sempre tem uma atividade de integração normalmente fora da escola  (como ir no Zoológico ou algo do tipo).

Como era segunda-feira, peguei a aula opcional vespertina de vocabulário! Não era nada demais, eles apenas separavam os alunos em grupo para completar umas atividades com palavras que estavam faltando em espaços em branco, no meu primeiro dia era sobre o corpo humano! Meu grupo era um italiano e duas asiáticas (aparentemente era só a aula ser "opcional" que quase não se via brasileiros, hahaha). As asiáticas pareciam ser bem tímidas (de fato, uma coisa que nunca dava para saber na escola quando conheço alguém é se a pessoa é realmente tímida ou se apenas fala pouco porque o inglês porque a fluência não é boa. Por isso aprendi a sempre perguntar antes qual é a classe da pessoa para discretamente saber o nível de inglês da pessoa e tirar essa dúvida) e o italiano era um maluco! O italiano era um cara que afirmava que tinha o inglês muito bom, mas só compreendia o que estava escrito, não o que era falado/pronunciado! De fato ele demonstrou um vasto conhecimento de vocabulário na atividade daquele dia, mas quando era para falar ou escutar, o cara realmente tinha uma dificuldade muito grande de se expressar ou compreender qualquer coisa que o outro estava falando! Na escassez de gringos (ele era um dos raros europeus na escola) e na ânsia para evitar brasileiros naquela primeira semana, lembro que me esforcei bastante para ficar bastante amigo dele, mas depois de um tempo desisti: o cara poderia ter bom vocabulário (saber o nome de todas as partes do corpo humano naquela atividade por exemplo) e talvez ter bom domínio de leitura, mas ele não conseguia expressar frases simples, isso era maçante! Bom, da mesma forma que ele veio, se foi! (acho que ele ficou parca 3 semanas na escola). Não peguei facebook e nunca mais o vi! O nome dele era Tore, ficaria feliz de ter notícias algum dia heheh...

Bom, depois da aula opcional a tarde, nada de importante. Apenas fiz um passeio pelas redondezas da escola e depois voltei para lá para imprimir um mapa e retornar para a casa do meu primo. Abaixo o trajeto que eu fazia todo dia quando retornava para casa antes de mudar para a casa da escocesa:

Trajetória para casa depois de descer do trem nas duas primeiras semanas.

Depois de descer do trem na estação, era cerca de 15 minutos de caminhada todo dia (1,2 km segundo o Google). Nada demais! Mas o que me assustava bastante no início era como o caminho era deserto e  bem mal iluminado (quase sempre eu retornava a noite, no escuro), e como todo bom brasileiro acostumado com altos índices de criminalidade, isso me incomodava bastante! (ainda mais para quem mora em uma cidade violenta como São Paulo). Demorou um tempo para o meu primo me convencer que isso não era Brasil, por isso não precisava me preocupar! (de fato algumas ruas em Perth chegam a ser bastante mal-iluminadas depois que a gente sai das partes principais como as avenidas -a escocesa me falou que isso ocorre por medida de economia sustentável de energia. Mas já me acostumei com isso, prefiro uma rua mal-iluminada aqui do que uma muito bem iluminada em São Paulo!). Com o caminho escuro e deserto e aquela virada a esquerda confusa no final, até me perdi no primeiro dia haha, demorei um tempo porque até para achar alguém na rua era difícil! (ou mesmo achar as placas hehe). Bom, e antes de dormir jantei novamente com o meu primo a comida indiana e novamente com bastante pimenta, tava até me acostumando com comida apimentada nessas duas semanas que fiquei na casa dele! haha

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Primeiro dia no País dos Cangurus!

Aviso: Esse post foi escrito no dia 11 de fevereiro de 2013 quando eu ainda estava na Austrália. (Retornei para o Brasil no dia 09 de março, mês passado).

Foram dias muitos legais meus primeiros dias no país do Cangurus e foi muita emoção pisar pela primeira vez na Austrália! (praticamente minha primeira viagem internacional, porque Argentina/Uruguai além de serem muito próximos, falam um idioma muito parecido!).


Bom, como dito no último post tudo ocorreu melhor do que o esperado (a exceção da ideia "besta" do arroz, maldito arroz!) e meu primo já me esperava no aeroporto! Nada como ter um parente muito bacana para ajudar logo depois de mais de 30 horas de voo, porém o único ponto negativo nesta parte é que desde que eu cheguei eu estava muito ansioso para falar inglês e o fato de eu encontrar meu primo muito rápido (brasileiro como eu) me tirou praticamente qualquer oportunidade de falar inglês logo quando eu cheguei! hahaha... a primeira coisa que me chamou atenção no país do cangurus (além do moicano "esquisito" que o meu primo usava auhauahu) é que aqui os carros tem volante do lado contrário, igual na Inglaterra e vários países colonizados pelos ingleses (a exceção dos EUA!). O primeiro susto que levei aqui foi abrir a porta do carro como eu faria no Brasil e ver que eu estava no lado do volante e não do passageiro hahahah...

Foto do meu primo Frederico em uma praia aqui de Perth:

Já estava muito tarde e era noite de domingo do dia 2 de dezembro, fomos direto para a casa, apenas jantar e dormir. Já que ambos tínhamos que acordar cedo no dia seguinte! (meu primo para trabalhar e eu para ir para escola). Uma coisa que chamou atenção logo quando entrei na casa foi um lugar do lado externo para colocar os sapatos/chinelos e ficar descalço, algo que nunca tinha visto no Brasil mas é comum aqui na Austrália, e em outros países do mundo como Canadá (tenho um amigo que foi para lá) e Japão. Outra coisa interessante é que o meu primo era vegetariano (os dias que passei na casa dele, ele até me convenceu que a dieta vegetariana possa ser bem mais natural e saudável, mas mesmo assim não abro mão do meu churrasco uahsuahus), e tivemos pro jantar uma deliciosa comida indiana feita com lentilhas (e bastante pimenta, nunca vi alguém para gostar tanto de pimenta hahahaha).

Ok, depois de jantar e tentar dá uma arrumada na minha mala, hora de ligar pro pessoal no Brasil! Nessa hora que descubro que para minha infelicidade meu primo não tinha conexão de internet sem fio na casa dele, logo não tinha como conectar meu notebook e usar o Voip (utilizo o JustVoip para ligação interurbana e internacional, recomendo muito!) para ligar para o Brasil! Liguei do celular do meu primo e consegui falar com a minha mãe, o meu pai só pude contactar em celular e ligação para telefone "não-fixo" tava muito ruim e infelizmente não consegui falar com ele direito!

Próximo da hora de dormir ainda não tinha tido nenhuma oportunidade de falar inglês, inventei uma desculpa pro meu primo de que eu precisava ir no supermercado só para ter uma chance de conversar em língua estrangeira, mas infelizmente já estava tudo fechado (domingo a noite) e também muito tarde para ele me mostrar onde é que fica. O máximo que consegui antes de dormir foi ouvir vizinhos discutindo, foi algo marcante, primeira vez que eu ouço diálogos em inglês em um país estrangeiro, nada mal ahahahah

Embarque para a Austrália!

Aviso: Esse post foi escrito no dia 29 de janeiro de 2013 (quando eu ainda estava na Austrália. Retornei para o Brasil no dia 09 de março, mês passado).

O melhor roteiro que conseguir encaixar para a minha viagem para Austrália foi partir no dia primeiro de dezembro (2012) e retornar no dia 9 de março (2013). Infelizmente vou perder duas semanas de aula na faculdade somente porque obrigatoriamente tenho que ficar aqui nos país do cangurus pelo menos 14 semanas para ter direito ao visto de estudante (que concede permissão de trabalho), já que menos do que isso a Austrália concede apenas o visto de turista (sem direito a trabalhar legalmente).

Bom, na hora de arrumar as malas, o que foi/é fundamental não esquecer se alguém pretende viajar para Austrália também: passaporte, atestado de vacina contra febre amarela e muito importante levar impressão completa da sua passagem, do seu visto e da carta de confirmação da escola (não precisei no final das contas, mas é muito importante se a imigração exigir). Ajudou muito no caminho ter uma caneta e um dicionário de bolso. Importante por o endereço na mala no caso dela ser extraviada! E uma forma segura de carregar dinheiro é usar cartão pré-pago internacional (mas informações aqui: Visa Travel Money e aqui: Mastercard Cash Passport).

Bom, o que foi/é interessante levar de especial do Brasil? Aí que posso passar uma dica muito quente: a "famosa tríade australiana"! (acho que nem vou expor aqui quem me passou "a valiosa informação" auhsuauhs): cigarros, cachaça e havaianas! Não, não... apesar de ter carregado isso na minha mala, não fumo, não bebo e nem me drogo vestindo havaianas! uauahauhu... a tríade diz o seguinte (exatamente como me foi passado): "cigarro para fazer dinheiro, cachaça para fazer amigos e havaianas para "pegar" mulher"! E nem necessariamente concordo com o conteúdo da tríade rsrsrs, mas ouvi falar bastante sobre ela e vou explicá-la para curiosos ou futuros viajantes!

Sobre os cigarros: antes de viajar, comprei uma caixa com 10 maços Marlboro o que eu acredito que saiu por volta de R$45 ou R$50 no Brasil (e realmente odeio cigarro! Me senti mal só de saber que estava carregando essa coisa fedorenta na minha mochila!). Bom, mas sabe quanto custa cada maço aqui na Austrália? Por volta de 14 ou 15 dólares australianos! (o imposto aqui na Austrália sobre qualquer droga legal é muito violento!) Ou seja, se você conseguir vender cada maço por volta de pelo menos dez dólares australianos (que vale mais que o americano), faça as contas e veja quanto vai dá? Investimento inicial de no máximo R$50 e retorno de mais de R$200, negócio da China não? (mas infelizmente a lei mudou recentemente, e o limite legal baixou de 250 cigarros para apenas 50)

A cachaça entra no mesmo "time" do cigarro, drogas legais que violentamente taxadas aqui na Austrália. A diferença é que a taxa no país dos cangurus é proporcional ao teor alcoólico da bebida (o governo tenta dificultar o máximo - pelo bolso - a o cidadão ficar embriagado no país), o que até impressiona o pessoal aqui quando você fala que lá no Brasil você pode ficar bêbado com menos de um dólar (já que no Brasil o imposto não é medido em teor alcoólico). Uma bebida destilada como cachaça que o teor gira em torno de 40% custa caríssimo aqui! Ou seja, uma 51 ou um velho barreiro que no Brasil custa realmente uma mixaria, aqui na Austrália vale ouro pelo seu teor alcoólico! (e item interessante para trazer também por carregar a "marca Brasil") Por isso, se você está vindo para Austrália não esqueça de trazer sua cachaça e compartilhá-la, sem dúvida um item excelente para fazer amigos! (O máximo permitido é 2,25 litros, eu trouxe duas garrafas da marca acima e dei ambas de presente pro meu primo, o que é pouco perto do quanto ele me ajudou desde que cheguei aqui)

E por último as havaianas. Havaiana não é uma droga pesadamente "taxada" (rsrsrsr) e você pode achar em qualquer lugar! Mas de fato eu estou falando daquelas havaianas com a bandeirinha do Brasil! Talvez meu irmão explique melhor essa parte (trecho extraído do blog dele http://www.omundonumamochila.com.br/):
"(...) A 'marca Brasil' é uma marca muito forte [na Austrália]. Qualquer produto que brasileiro que carregue uma bandeira brasileira ou o nome Brasil junto é um produto que vende bastante, por isso as havaianas com bandeira brasileira vendem mais que farinha no maranhao, por isso que a 51 ou a Pitu (aqui vende PITU!!!) tem uma bandeirinha brasileira, ate jucara (o nome e' Jucara, o pais inteiro fala Acai, mas o certo e' Jucara!) esta comecando a ser vendido aqui [na Austrália] e claro, com o nome PRODUTO BRASILEIRO. Sabe por que? Porque todo mundo que ser brasileiro, todo mundo paga pau pro nosso povo e pro nosso pais (caraca, tou comecando a arrepiar). (...)"
As havaianas se encaixam mais ou menos no que ele falou acima, a imagem que o pessoal daqui tem do Brasil de país festivo com um povo bem-humorado e alegre, que faz com as pessoas gostem da "marca Brasil" (uma vez na praia com o meu primo por exemplo, encontramos uma garota quase toda "vestida de Brasil" -o que inclui biquíni, toalha, etc- mas, pasme, nem português ela sabia, era alemã!). As havaianas com bandeirinha do Brasil é algo relativamente barato e que não vende aqui na terra dos cangurus, quase um artigo de luxo! Excelente item para dá de presente! (trouxe duas comigo, mas até agora não usei haha).

A única coisa que me recordo a mais (além de trazer "chaveirinhos" ou qualquer coisinha com a bandeira do Brasil, acho que algo é barato e marcante ao mesmo tempo!) são chocolates! Tudo bem que é o Brasil não é nenhuma Suíça, mas chocolates aqui na terra dos cangurus e no Brasil são bem diferentes, logo pode ser um item bastante interessante para mostrar para os locais ou turistas de outros países! (eu trouxe pro meu primo mais de um caixa de chocolate Nestlé Especialidades -aquela azul!- porque ele me pediu. Hoje me arrependo de não ter trago nenhuma para mim!). Se mais alguém tiver dicas, acho que seria muito interessante compartilhá-la! (pode ser pessoalmente ou posta na seção de comentários!)

Tudo ok quanto a mala, segui pro aeroporto! Mas infelizmente na hora do embarque eu tive um sério problema com o meu voo: o meu nome na passagem não "batia" com o meu nome no passaporte porque esquisitamente acrescentaram "Amorim" ao meu nome original (não faço a mínima ideia do porquê uahuahua) e assim eu não podia embarcar! Eu tive muita sorte de está lá bem cedo (valeu Takashi pela carona!) porque eles demoraram acho que mais de duas horas para resolver essa trapalhada! Nessa hora que foi boa ter a companhia do Leal para ajudar! Leal? Muito engraçado o nome desse cara porque realmente é uma piada pronta com a profissão dele! uahushahusa... ele é algo como uma pessoa que tem como função ficar esperando no aeroporto boa parte do dia para "ajudar" pessoas que vão embarcar (com tudo que seja necessário, serviço bom mesmo!), ele é contratado pelas agências de viagem e inclusive está apto para conversar e confortar a pessoa (ou a família dela) se ela está apreensiva porque vai viajar para longe por muito tempo (é um leal mesmo! uahauhauh)... Pois é, um serviço Vip que a minha agência de intercâmbio "Information Planet" ofereceu (meu amigo viajou  pela outras agências que falei -tanto pela STB quanto pela Kangaroo- e engraçado que em nenhuma delas ele viu esse tipo de serviço). No início não curtir muito a ideia (virei até piada de amigos, dizendo que tinha ganhado uma babá, esse nome Leal é muito engraçado uausahusahu) mas o cara era realmente muito eficiente e gente boa e deu uma grande força com o problema que eu tive com a passagem!

Quanto ao voo, algo inimaginável para mim!!! Simplesmente viajei pela melhor companhia aérea do mundo!!! Dá para acreditar? Pense em alguém sortudo! Pedir para agência simplesmente para escolherem o voo mais barato e "sem querer querendo" acabei comprando uma passagem na Qatar Airways! (nem sabia que tinha sido eleita a melhor do mundo, mas quando fiquei sabendo confesso que fiquei muito feliz!!! hahaha)... Bom, como é viajar pela melhor companhia aérea do mundo??? :) Foi o meu primeiro voo internacional (Argentina não conta rsrs) logo não tenho base para comparação com as outras, mas o que posso dizer com toda certeza é que tinha um excelente serviço e o principal: comida, muita comida!!! Nossa, a aeromoça trazia refeições alternadas com lanchinhos toda hora, tava quase morrendo de tanto comer! (ao contrário do voo doméstico que se você der sorte ganha uma barrinha de cereal ou 40g de amendoin uahushauhs)... fiquei muito feliz de ficar mais de 30 horas (2 voos de cerca de 15 horas com escala no Oriente Médio) voando e experimentando comidas maravilhosas de vários cantos do mundo e tudo sem tirar uma verdinha "extra" do meu bolso hahaha

Rankings das melhores companhias aéreas do planeta:
http://www.melhoresdestinos.com.br/melhor-companhia-aerea-do-mundo.html













Bom, chegando na Austrália meu primo já estava me esperando no aeroporto e tudo ocorreu melhor do que o esperado exceto por uma ideia infeliz que o meu irmão mais novo me deu: "leva arroz, leva arroz"! Nossa, como eu tenho raiva quando me lembro disso! aahushuahsu (é um tal de "arroz em saquinhos" que basta por na água quente para ficar pronto, foi uma mão na roda quando o meu irmão esteve na Alemanha por mais de um ano, mas algo bem estúpido de ser carregado para Austrália porque aqui tem muito asiáticos e logo se acha arroz em todo canto!). Logo, por causa do arroz, tive que declarar que tinha grãos e foi o suficiente para eu ser mandado para inspeção quando cheguei no aeroporto! (isso porque aqui na Austrália eles são paranoicos com qualquer coisa "biológica" que você estiver trazendo para o país). O pessoal da imigração foi bem gente boa e não tive nenhum problema com os "arroz em saquinhos", o problema foi que quando abrir a mala para procurar o maldito arroz o guarda da imigração viu os malditos cigarros que eu tava trazendo! Tive que fazer cara de "bocó" pro guarda fingido que não sabia que a lei tinha mudado: como expliquei "acima" de 10 caixas antigamente agora só se pode levar duas para a Austrália! Porém eu ainda estava carregando 10! (realmente não sabia que a lei tinha mudado recentemente, mas tinha aviso no papel que eu preenchi!!!). Tentei improvisar a melhor cara de "bocó" possível, o guarda foi educado mas mesmo assim não adiantou, ele separou oito caixinhas e disse que para eu levá-la teria que pagar 50 dólares de imposto, vi que não valia o esforço, de dez fiquei apenas com duas! Logo, no final tudo por causa da ideia infeliz do meu irmão perdi 80 dólares no aeroporto (supondo que cada uma das 8 caixinhas perdidas eu vendesse por dez dólares!), fiquei com tanta raiva, mas tanta raiva do maldito arroz que não comi ele até hoje! uahushausuha... Bom, vou ficando por aqui, próximo post as primeiras impressões na Austrália! :D





Dicas de Intercâmbio (aprender inglês no exterior!)

Neste post vou tentar resumir todas as informações e dicas relevantes para quem pretende fazer intercâmbio, vou tentar concentrar tudo aqui de forma a deixar os demais posts do blog livres para eu comentar somente sobre a minha viagem. O objetivo primário do meu intercâmbio era aprender inglês, e não  ir para um país específico, ou turismo, férias, juntar dinheiro ou qualquer coisa semelhante. Dessa forma meu foco era apenas duas coisas: inglês e custo! Por que custo? Bom, não que eu seja "mão-de-vaca" hahaha, a lógica é simples: quanto menor o custo, mais tempo pode-se ficar no exterior, e quanto mais tempo, mais inglês se aprende! Então... inglês e custo! Somente isso, independente de para onde fosse, o que interessava era só isso! (não tou brincando quando eu digo que cogitei pesquisar até viagem para a Guiana Inglesa na América do Sul, mas descobrir que eles não têm programa estruturado para isso uahuahuahu). Se seus objetivos são os mesmos, possivelmente essas dicas serão muito úteis! Se seus objetivos ficam no turismo ou curtir um surfe com um bando de brasileiros em Sydney, provavelmente não!

Bom, vamos começar pelos tipos de intercâmbio: você pode somente estudar (programa de "Curso de Inglês no exterior"), somente trabalhar  (programa de "Work&Travel" ou "Work&Experience", basicamente a mesma coisa) ou estudar e trabalhar ao mesmo tempo (programa de "Work&Study").

De longe, na minha opinião o programa de Work&Study é o mais interessante para quem quer realmente aprender inglês, porque você não só estuda como trabalha (desculpa a redundância) e trabalhar ajuda não só a reduzir os custos da viagem como também ajuda no inglês. Já se você tem que optar entre ou estudar ou trabalhar, sem dúvida o melhor é estudar! Tudo bem que os custos ficam muitos mais elevados, mas se você apenas trabalhar provável que não pegue uma base boa no inglês (a não ser que você vá com um inglês bastante avançado) e muito provável que você encontre várias pessoas do seu país e passe a maior parte do tempo só falando o seu idioma (essa é a principal queixa da maioria das pessoas que fazem o programa de Work&Travel no Estados Unidos).

Uma coisa importante deixar bem claro: idioma não se aprende por osmose! (a não ser que você já esteja em um nível bem avançado!) Muitas pessoas pessoas vendem uma ideia que basta você ir pro exterior que magicamente você vai aprender, isso não existe! Se você sai do Brasil com um inglês muito básico para trabalhar no exterior (e não tem suporte de um ensino formal em inglês ao mesmo tempo, ou mesmo um parente paciente que vá ficar o dia inteiro lhe ensinando e repetindo coisas até você aprender) o que vai acontecer é que vão lhe colocar em posição em que você não precisa se comunicar, você vai ralar pra caramba e vai voltar para o seu país com um inglês tão ruim quanto você foi (pode parecer óbvio, mas é importante ressaltar: o seu patrão tá ali é para fazer dinheiro e não para ser seu professor). Se você sai com um inglês bom, então a ideia é válida, você poderá pegar posições em que você realmente se comunica (além do BigMac "com picles" ou "sem picles" no McDonald), estará apto para fazer inúmeros amigos nativos ou gringos e aprimorar o seu inglês!

Ok, se você quer fazer um programa de Work&Study (trabalho e estudo concomitante) a principal desvantagem é o período mínimo que você tem que ficar, se você tem apenas as férias para viajar, é provável que não consiga encaixar. Quando liguei para a agência me falaram que o período mais curto seria 4 meses em um programa na África do Sul. Por isso cogitei primeiro apenas o curso de inglês (somente estudo), até descobri que poderia fazer Work&Study com apenas 14 semanas nos país dos cangurus (esse é o período mínimo na Austrália) e naturalmente deixei o Work&Travel (somente trabalho) como última opção.

Bom, breve resumo sobres os três principais programas:

-Sobre o programa de curso de inglês no exterior ao redor do mundo (apenas estudar): é um programa bem flexível e você terá opção em quase todos os países anglófonos ao redor do mundo (exceto Guiana auhauau), conforme citei no último post: Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda, Malta, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Inglaterra e Malta são caros, Canadá é mais barato que os EUA e Nova Zelândia é mais barato que Austrália. Por isso os destinos mais "em conta" acabam sendo Canadá, Nova Zelândia e África do Sul. (considerando o valor em todo o "conjunto", até mesmo a passagem! Explicações mais detalhadas na segunda metade deste post!)

-Sobre o programa de Work&Study ao redor do mundo (estudar e trabalhar): Estados Unidos não tem tal programa (a não ser que seja coisas mais específicas como programa de estágio remunerado em sua área de estudo), o Canadá tem um burocracia horrível (você não está apto para trabalhar logo quando chega, você tem que cumprir um período de curso antes de receber a permissão de trabalho e você tem que pagar para trabalhar! Isso mesmo, uma taxa superior a 1000 dólares canadenses para ganhar a permissão). Nova Zelândia você precisa contratar pelo menos 6 meses de curso para ganhar permissão de trabalho (e tirar nota superior a 5 no exame do IELTS), África do Sul  se não me engano pelo menos 4 meses e Austrália você precisa de apenas 14 semanas e não há exame nenhum! Ponto para Austrália! De longe o melhor programa de Work&Study! (não é por outro motivo que estou aqui hoje e meu irmão mais velho fez a mesma coisa)

-Sobre o programa de Work&Travel/Experience ao redor do mundo (apenas trabalhar): no Canadá não tem (obrigatoriamente você tem que estudar para trabalhar, a não ser em caso especiais como ser convidado por uma empresa canadense para qual você trabalha), na Austrália e Nova Zelândia obrigatoriamente você tem que estudar (20 horas semanais), a não ser que você consiga o Working Holiday Visa (habilita você trabalhar "full-time" sem contratar estudo) o que é muito difícil de obter se você é brasileiro! (nunca ouvi falar de algum brasileiro com esse visto aqui na Austrália). Inglaterra, África do Sul, etc não sei bem como funciona, mas não deve ser bem interessante! Por último sobra os Estados Unidos, que possui diversos programas estruturados de Work&Travel e Work&Experience, normalmente nas férias de verão ou de inverno. Como já expliquei, esse programa (apenas trabalhar) seria minha última opção, visto que muitas pessoas que vão se queixam de encontrar muito brasileiros e falar português a maior parte do tempo. (meu irmão por exemplo trabalhou numa estação de esqui "no meio do nada" e a maioria dos colegas de trabalho contratado pela empresa eram brasileiros como ele, alguns outros colombianos, por isso ele quase não praticou inglês)

Resumindo: se você vai estudar tem opções em diversos lugares do mundo, mais em conta são Canadá, Nova Zelândia e África do Sul, e você quer estudar e trabalhar ao mesmo tempo o mais interessante são a Austrália (mínimo de 14 semanas) e Nova Zelândia (com desvantagem de mínimo de 6 meses e exame avaliatório IELTS do seu inglês).

Ok, supondo que você vá estudar e trabalhar ou só estudar, você já escolheu o país, como escolher a agência de intercâmbio e a escola? (como avaliar a melhor combinação de preço e serviço?)

Aqui o pulo do gato é um só: ao contrário do que a maioria das pessoas pensa quando vai fazer intercâmbio, o que interessa é a escola que você contratar no exterior e não a agência de intercâmbio que você contrata no Brasil! O sistema funciona mais ou menos assim, nós temos as escolas no exterior (as principais são ILSC, ILAC, Kaplan, International House, etc) e elas são responsáveis por tudo: valores no geral, seu curso (obviamente) e sua estadia (se você vai ficar na "casa de família"). Dessa forma, se você vai estudar na Kaplan, não interessa se você viajou pela agência STB ou CI, que vai dá na mesma! A agência no Brasil não é responsável pela sua estadia, valor do seu curso, ou etc! Por isso, mais importante do que escolher uma boa agência no Brasil é escolher a sua escola no exterior! (que é o que de fato interessa!). Exceção: A agência de intercâmbio EF que a única entre as que entrei em contato que possui escolas e estadias próprias (tenho um amigo que foi pro Canadá por ela e recomenda bastante)

Tá, então porque fiquei tanto tempo escolhendo pela agência de intercâmbio conforme pode ser lido no último post? Primeiro porque eu não sabia disso, ninguém me contou e não achei nenhum blog na internet com informações bem mastigadinhas como estou passando aqui! Segundo, porque depois que você decide pela a sua escola no exterior (que é realmente o que mais interessa!) a agência de intercâmbio no Brasil interessa sim, certas particularidades podem fazer o valor entre elas variar (mesmo que o valor da escola seja o mesmo), algumas cobram taxas de serviços e outras não (as que não cobram tal taxa se financiam só com repasses da escolas estrangeiras) e elas podem oferecer diferenciais (a Information Planet que foi a que eu viajei tem um escritório aqui em Perth-Austrália próximo a escola onde eu estudo, o que deixa a maioria dos meus amigos morrendo de inveja do suporte que posso ter indo lá).

Para avaliar o valor do seu intercâmbio, basicamente você vai se focar em 7 itens!:
-Taxa da Escola (depende da escola, não da agência de intercâmbio)
-Taxa de Acomodação (depende da escola, não da agência de intercâmbio)
-Taxa de serviço da agência de viagem (depende da agência de intercâmbio, mas é irrisório perto do que você paga pela Escola/Acomodação)
-Seguro Saúde (normalmente a agência de intercâmbio vai querer lhe empurrar um, mas o melhor é você pesquisar e escolher o que mais lhe agradar por conta própria)
-Despesas Pessoal (depende só de você)
-Passaporte e visto (visto depende da burocracia do país, EUA é caro e burocrático, Nova Zelândia você nem precisa de visto se for ficar menos de 3 meses)

Por exemplo, ir para Toronto no Canadá, estudar na Escola Cornerstone (uma das mais baratas) durante 8 semanas e viajar pela Information Planet! (Colocando o câmbio canadense de turismo a R$2,14)
-Taxa da Escola: R$3573,80 (C$191,25 por semana, C$40 do material e C$100 de matrícula)
-Taxa de acomodação: R$3381,20 (C$175 por semana com café da manhã e jantar e C$180 da taxa de reserva)
-Taxa de serviço da agência de intercâmbio (Information Planet): R$321 (C$150)
-Seguro Saúde: R$240 (U$60 por mês pela GTA, empresa de seguro saúde que eles empurram, não considero a melhor opção)
-Despesa Pessoal: R$2996,00 (o que seria C$175 por semana, dependendo do seu perfil você precise muito mais! Já incluso o café da manhã e o jantar na estadia)
-Passaporte e visto: R$715 ($0 do passaporte porque já tenho, R$145 do visto Canadense, U$160 do visto americano para fazer escala nos EUA e R$250 da taxa de serviço para o visto)
-Passagem: R$2562 (voo em alta estação com escala nos EUA, não deixando para comprar de última hora)

Total: R$13.789,00.
Isso seria mais ou menos o valor de apenas 8 semanas de curso no Canadá, sendo relativamente conservador nos gastos e ficando em uma das escolas mais baratas. Os valores que coloquei acima são aproximados e podem está desatualizado (referência é o final do ano de 2012 e início de 2013). Por isso eu diria algo em torno de pelo menos R$14 ou R$15 mil para 8 semanas de curso.

Então, como você pode ver o único valor que realmente depende da agência de intercâmbio é o valor do taxa de serviço que eles cobram, que é bastante irrisório comparado com o valor total (o que é R$240 perto de quase catorze mil reais?). Então... o que faz com que viajar por uma agência de intercâmbio seja bem caro (como a STB) e viajar por outras agências de intercâmbio sejam bem mais barato (como a Kangaroo)? Nos parágrafos seguintes farei uma comparação STB x Kangaroo (a que considero mais cara e mais barata respectivamente) só por motivo de ilustração! (porém se você quiser saber mais de agências no geral, no meu no último post passei uma visão geral das agências de intercâmbio, as principais que visitei na Avenida Paulista, num total de 12, você pode ver aqui).

Começando pela taxa de serviço que é o mais óbvio, a Information Planet do exemplo acima que é mais intermediária normalmente cobra 150 unidades da moeda local (150 dólares neozelandeses se você vai para Auckland por exemplo). A STB (mais caras de todas) cobra R$387 e a Kangaroo (a mais barata) não cobra taxa de serviço (ou seja, ela recebe só o repasse da escolas estrangeiras mesmo). E apesar das diferenças de valores todas elas oferecem serviços equivalentes em qualidades! (estão entre as 3 melhores das 12 que visitei na Paulista). Sobre o seguro saúde, a STB vai lhe oferecer um seguro saúde caríssimo (ISIS e STOP TRIP), R$928 para o período de oito semanas, enquanto na Kangaroo (ou se você fizer pesquisas próprias) você pode encontrar seguros equivalentes por menos de um terço do valor. Já a despesa pessoal vai de você, mas a STB (que tem preços elevados) provavelmente vai pecar lhe orientando para cima e a Kangaroo (que tenta passar custos menores) lhe orientando para baixo. Por último a passagem vai depender do setor de pesquisa de cada uma, o que deve ser excelente em ambas.

Mas o "core" continua sendo a taxa da escola/acomodação no exterior. A principal diferença nesse quesito é que a STB vai lhe oferecer apenas as escolas mais "tops" (ou seja, só as mais caras), dificilmente vão oferecer a você uma escola de qualidade duvidosa. Enquanto na Kangaroo além deles oferecerem a maioria das escolas que a STB oferece, eles vão oferecer várias escolas mais "simples", com preço mais em conta, que pode vir com queda na qualidade ou não! A escola que estou estudando hoje (Cambridge International College) por exemplo tem um custo bem "em conta", e não considero de baixa qualidade (minha opinião). Tanto a Information Planet quanto a Kangoroo oferece ela, mas se eu viajasse pela STB eu não estaria estudando nela!

Tá, mas o pulo do gato das diferenças de custos das agências de intercâmbio no final acaba sendo principalmente mais três coisas bem relevantes: parcerias agências-escolas, opções de parcelamento e taxa de câmbio! Normalmente, como já explicado, os valores das escolas estrangeiras são os mesmos independente de qual agência de intercâmbio você está consultando (já que eles são apenas intermediários, não depende deles). Mas as vezes acontece (isso não é muito comum porém) de uma escola estrangeira oferecer desconto para uma agência específica no Brasil por manterem boas relações e essa agência passa esse desconto para o consumidor final. Mais de uma vez eu vi na agência Kangaroo uma mesma escola estrangeira está mais barata com eles do que nas agências concorrentes, por razão de parcerias eles conseguem bons descontos! (talvez algumas agências concorrentes recebessem o mesmo desconto e não repassassem para o consumidor final, porque isso era comum ser visto na Kangaroo, mas não vi muito em outras).

Já quanto as opções de parcelamento, uma coisa muito importante é abrir o olho porque algumas agências podem parcelar sem juros (Kangaroo e Information Planet, que são as mais baratas na minha opinião, faziam sem juros "5x no cartão" e "30% + 10x no boleto" respectivamente) enquanto outras não! (STB só com juros nas vezes que fui lá). E isso pode fazer uma diferença gritante se você for pagar parcelado!

E por último, a taxa de câmbio! A taxa de câmbio que você vai utilizar para tudo (inclusive pagar o seu curso e sua acomodação) não é a comercial, e sim a de turismo, que é bem mais cara! O que eu observei em orçamentos com moeda não estado-unidense (dólar canadense, australiano, neozelandês, etc) é que as agências de intercâmbio utilizam taxas de câmbios bem diferentes! Isso é algo sutil, difícil de perceber (não vi essa dica em blog nenhum também) e que faz uma diferença absurda no final! Por exemplo em um orçamento em que a escola mais a acomodação gira em torno de R$18.000 (mais ou menos o que meu amigo Alison pagou para ficar 7 meses na Austrália) imagina a diferença que faz cada centavo a mais ou cada centavo a menos na taxa de câmbio? E enumerando as três acima é visível o quanto a STB oferece taxas bem mais desfavoráveis e a Kangaroo oferece de longe as mais interessantes! A Information Planet é mais intermediária e normalmente gira em algo 2 a 3 centavos mais caro que a Kangaroo! (segundo alguns orçamentos que comparei). Ou seja, na hora de comparar os custos da agência, tão importante quanto o orçamento em si é dá um zoom na taxa de câmbio que eles estão pondo (longe de ser parecidas e que faz relevante diferença no final!). O ideal seria tentar conseguir no mesmo dia um orçamento de cada agência que você está cogitando, porque em dias diferentes fica muito difícil a comparação deste quesito.

Por último, vou retomar os setes itens que citei e finalizar com últimas dicas e pontos que talvez estejam faltando e que talvez ainda seria interessante colocar:

-Escola no exterior: não vou me alongar aqui, mas uma coisa que não poderia deixar de falar, tão importante quanto a qualidade da escola é você se informar sobre a quantidade de brasileiros! Não adianta nada contratar a melhor escola se você vai fazer várias amizades brasileiras e falar português boa parte do seu tempo! (normalmente as agências tem informação sobre isso, e outras inclusive lhe passam a porcentagem de brasileiros na escola, como a Information Planet, a Kangaroo ou a Mundial Intercâmbio. Até uns 10% seria uma taxa aceitável, mais do que isso recomendo ir com cautela!)
-Acomodação no exterior: teria muita coisa para falar, mas não me posso me alongar aqui também. Basicamente o conselho que gostaria de passar é para tomar muito cuidado com a ideia de "casas de família" que muitas agências gostam de vender no Brasil! Não é bem assim, a maioria das "casas de família" (homestay) hospedam simplesmente por dinheiro, pode ser que você der sorte de encontrar uma casa que realmente lhe adote como parte da "família", lhe mostre a sua cultura e o país e que você aprenda muito inglês com eles! Isso acontece, mas é uma exceção, o normal é eles fazerem isso simplesmente por questão puramente financeira. (e atenção que você recebe normalmente é só no dia de pagar o aluguel)
-Taxa de serviço da agência de viagem: já falei sobre isso.
-Seguro Saúde: o ideal é você pesquisar por conta própria, dependendo da agência pode ser que eles lhe empurrem um desnecessariamente caro (como o ISIS da STB), ou com uma cobertura muito baixa (como o da GTA da Information Planet, é o meu seguro saúde atual, ninguém me orientou a respeito disso e só percebi tarde demais). Um que recomendo fortemente é o ASSIST-CARD, que meu amigo que viajou pela Kangaroo está usando hoje (combina uma boa cobertura como o ISIS com o preço baixo do GTA)
-Despesas Pessoal: isso é pessoal como o próprio nome já diz uahuauahu... mas só tome cuidado para não estimar o valor para baixo e ficar numa situação apertada heheh
-Passaporte e visto: depende do país, Nova Zelândia não precisa se você for fica menos de três meses, se for tirar o americano não esqueça de fazê-lo com bastante antecedência porque é de longe um dos mais burocráticos (se você for pro Canadá realmente não esqueça de tirar o americano, porque é necessário para fazer escala no USA).
-Passagem: o lugar ideal para você pesquisar sua passagem é de longe o www.decolar.com . Se você for estudar no exterior, você tem direito a comprar passagem com tarifa de estudante! Não é metade do preço igual tarifa de estudante em transporte público no Brasil (hahaha), mas as vezes dá para conseguir uns valores bem mais interessantes que os convencionais. A desvantagem é que você não tem acesso ao sistema que faz a pesquisa das tarifas de estudantes, logo você fica dependendo da boa vontade dos agentes de viagem em se esforçar de achar o dia mais barato para você! (a dica aqui é: faça primeiro a sua pesquisa detalhada no decolar, ache o dia mais barato/convenientes e depois consulte com o seu agente esses mesmos dias no sistema de estudante, é provável que sejam os dias mais baratos no sistema dele também, porque apesar da diferença de preços, ambos os sistemas estão correlacionados)

Ufa, já esperava que este post fosse ficar grande, mas não tão grande assim uahusahusuha... isso porque tentei resumir só aquilo que considero que não poderia faltar uahauhau... se alguém está pensando em fazer um intercâmbio para estudar inglês, espero que tenha ajudado! Dependendo posso até tentar fazer um blog só sobre isso (e organizar todas as informações) quando retornar para o Brasil! Mas neste blog aqui eu acho que já chega! hahah... Até o próximo post!

O começo de tudo: por que intercâmbio? Por que Austrália e Perth? (e sobre agências de intercâmbio)

O começo de tudo: por que intercâmbio? Por que Austrália e Perth? (e sobre agências de intercâmbio).  Bom, vamos começar do começo (na verdade comecei o blog pelo meio, mas finge que estou começando do começo, tudo bem? hahah): por que intercâmbio? Por que Austrália? Por que Perth?

Por que intercâmbio é uma pergunta fácil de responder: para aprender idioma! (sou o único dos meus irmãos que ainda não "falava" inglês, e o intercâmbio veio para mudar isso). E por que Austrália? Bom essa questão é mais complicada e não foi tão fácil assim hahaha

Bom, minha única ideia inicial era ir para um país anglófono passar minhas férias da universidade para "pegar" fluência no inglês. Para isso, temos várias opções: Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda, Malta (fica embaixo da Itália), África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Acho que são essas as principais opções!

Inglaterra é muito caro, Irlanda tem muito brasileiro, Austrália e Nova Zelândia são muito longe, Malta talvez nem exista e Canadá é mais barato do que Estados Unidos. Pronto, depois de inúmeras pesquisas em internet estava decidido o lugar ideal: eu iria para Toronto! (maior cidade do Canadá)

Chegada a hora de visitar as agências de intercâmbio! Fui na Avenida Paulista com o meu amigo Alison da faculdade (hoje nós dois estamos fazendo intercâmbio na Austrália, só que ele está em Sydney) e percebi o quanto desperdicei tempo me isolando em meses de pesquisa online sem conversar pessoalmente com algum agente! Pensei que Toronto fosse definitivo e que eu tivesse resposta para tudo, porque tinha pesquisado tudo!

A primeira agência de intercâmbio (Egali) que fomos foi engraçado de tão "cabeça fechada" que eu tava, até hoje rio com os comentários do Alison dizendo que assustei a "gaúchinha" (apelido carinhoso que demos para a agente de viagem) por causa da "rigidez" em cima de Toronto e por causa do meu "tablet" (onde estava o arquivo das pesquisas) que era o "oráculo", "senhor da verdade" e tinha resposta para tudo auhauahuahuhau... da próxima vez que eu voltei lá a mulher nem quis mais me atender, passou para outro uahusahushua...

Não vou entrar em todos os detalhes, mas no final acabei visitando 12 agências de intercâmbio no total (5 o Alison foi comigo) vi o quanto meses de pesquisas foram em vão, depois que abri minha cabeça voltei a estaca zero e passei a cogitar todos os países novamente, haja exaustão ahaha

As agência de intercâmbio que visitei na Paulista foram as seguintes: Egali, STB, CI,  Daqui-pro-Mundo, Mundial Intercâmbio,  Trip Study Austrália, World Connection,  Kangaroo, Information Planet, EF, Invista em você e mais o Yazigi Travel no meu bairro.

Tenho tantas informações sobre como fazer intercâmbio que daria para começar um blog só sobre isso (talvez eu faça algum dia hahaha), mas como o meu blog é da minha viagem e não sobre isso, vou tentar só fazer resumos rápidos de coisas que posso lembrar. 

Bom, minha impressões sobre o dia que visitei as agências:
(Importante! Antes de passar minha impressão sobre as agências, vou colocar o um aviso aqui: Esse post e o seguinte são resumos inspirado nas perguntas/ dúvidas que sempre recebo de amigos próximos sobre o meu intercâmbio na Austrália. Por favor não me mandem email falando que quis promover ou prejudicar alguma agência, não é essa a intenção. Não tenho a intenção de promover  alguém e nenhuma pretensão além de escrever para os amigos a quem interessar sobre o meu ponto de vista baseado nas minhas impressões pessoais!)
     -Egali: atendimento ótimo não só da "gaúchinha" como parece ser um padrão da agência. Mas acho que eles pecam no quesito "transparência". Uma das poucas agências que não detalha cada valor do orçamento, dando um preço agregado, dificultando a comparação com serviços equivalentes dos concorrentes e pondo "facilidades" que você não pediu (e não tem como saber quanto custou). Depois da STB, aparenta ser uma das mais caras.
     -STB: é mais "famosinha" de todas, serviço ótimo e atendimento excelente, porém de longe a mais cara! É ideal para aquele perfil de quem foi criado em apartamento pela avó, eles vão colocar tudo de mais caro e do melhor porque você é um príncipe ou uma princesa que está indo para a Disney ver o Mickey! Se não é o seu caso, tem a Information Planet e a Kangaroo que oferece qualidade de serviço muito equivalente (mas sem mimos e excessos) por preço bem mais em conta!
     -CI: é a segunda mais famosinha de todas e foi a que mais impressionou porque me pareceu reunir preço alto e serviço ruim ao mesmo tempo! Bom, pelo menos no dia que eu e o Alison fomos na Paulista tinha um pré-atendimento perguntando para onde estávamos indo (sendo que o normal e esperado é alguém lhe ajudar nessa escolha) e no atendimento a mulher já ia escolhendo várias coisas para você sem nem lhe consultar antes (como escola ou quantidades de refeições na homestay). Bem ruim! Não vi nada semelhante em "ruindade" em nenhuma das outras.
     -Daqui-pro-mundo: não teve atendimento "alto nível" como as "tops" (Egali, STB, Kangaroo, Information Planet...) mas longe de ser algo ruim como o da CI. Diria que um atendimento "fast-food" para oferecer um serviço mais barato (que nem era tão barato assim). Cometeu o mesmo erro da Egali de não ser transparente no orçamento, oferecendo um valor agregado que dificulta analisar os custos inclusos.
     -Mundial Intercâmbio: atendimento "fast-food" também (porém longe de ser ruim). Um fato interessante é que eles possuíam um excelente banco de dados de escolas de inglês no exterior, muitas vezes contendo até mesmo a porcentagem de estudantes brasileiros por escola (informação muito preciosa). Utilizei várias informações dele mesmo sabendo que não ia viajar pela agência.
     -Trip Study Austrália: não sei nem o que comentar uahauhua... baseado na minha impressão do dia que fui na Paulista, é praticamente um escritório simples com um tiozão em frente em um computador que diz que pode te mandar para Austrália auhaahu... o "tiozão" até que era gente boa, mas nem de longe me passou a confiança do que eu esperaria de uma agência de intercâmbio padrão.
     -World Connection: Junto com a CI (pelo menos a agência da Paulista), foram as duas agências que mais surpreenderam no quesito "ruindade" na minha opinião.  O cara que me atendeu passou uma péssima impressão, me vendeu um programa de intercâmbio como um showman vende um produto no polishop (como se eu tivesse fazendo um "negócio da china" e um preço que só ele no mundo inteiro pudesse oferecer, longe de ser algo próximo a isso) e no final me conduziu até a porta falando baixinho para que não contasse para ninguém (para garantir a comissão dele). Como vou confiar em uma empresa em um lugar que aparentemente não se pode confiar nem nos próprios colegas de trabalho?
     -Kangaroo: de longe uma das melhores, exatamente o oposto da CI, consegue combinar excelente atendimento com preço baixo. Na verdade, o melhor valor de todos no conjunto, fiquei muito perto de viajar com eles e não lembro porque não viajei no final (porém o meu amigo Alison fechou com eles). Desvantagem é que só fazem intercâmbio pro Hemisfério Sul (Austrália, Nova Zelândia e África do Sul)
     -Information Planet: de longe um dos melhores atendimentos que recebi (alto nível igual as "mais caras" STB e Egali) com preço excelente! (e melhor valor depois da Kangaroo). No final fechei com eles, nem lembro bem porque (visto que a Kangaroo era mais barato e oferecia qualidade similar). Mas não arrependo de forma alguma, suporte pós-compra  excelente e único.
     -Demais: EF e Yazigi oferecem programas mais diferenciados, não estavam no meu propósito. E "Invista em Você" só entrei em contato muito depois quando recebi mensagem no meu email da USP sobre Work&Travel nos Estados Unidos (trabalho de férias) e a conclusão é uma só: horrível! Atendimento péssimo, desorganização e você sente muito amadorismo. Eu tenho uma amiga que viajou com eles (tá nos EUA agora) e se arrependeu antes mesmo de sair do Brasil.
     -Melhores: Egali, STB, Kangaroo e Information Planet. Recomendo fortemente (mesma qualidade de serviço por preço mais baixo): a Kangaroo (meu amigo fechou com eles) e a Information Planet (eu fechei com eles).

Ufa, quanta coisa! hahah

Então, como contei a ideia inicial seria fazer curso de inglês em Toronto (Canadá), até que na "Information Planet" descobri que poderia ir para Auckland (Nova Zelândia) por preço semelhante. Fiquei muito tempo em dúvida entre Canadá e Nova Zelândia. Até descobri um dia na "Kangaroo" que daria para fazer "Work and Study" (programa de trabalho e estudo) na Austrália com apenas 14 semanas (ou seja, daria para encaixar nas minhas férias), assim fiquei em dúvida entre Sydney e Melbourne (na Austrália). Até descobri que daria para fazer Work and Study de 14 semanas na Nova Zelândia também para a cidade de Christchurch (concessão especial do governo neozelandês somente porque essa cidade recentemente foi abalada por um terremoto, normalmente a Nova Zelândia exige 6 meses e exame IELTS para tal programa). Fiquei muito tempo em dúvida entre Sydney na Austrália e Christchurch na Nova Zelândia (ao mesmo tempo cogitando Work and Travel nos EUA se tudo desse errado), até "descobrir" que eu tinha um primo de "segundo grau" na Austrália que poderia me dá uma força. E no final vim para Perth por causa disso ahuahuauahu... porque eu tenho um primo aqui e ele realmente tem me dado uma força muito grande desde que cheguei aqui!

Um fato interessante a se citar de Perth é que ideia me assustou bastante no início, porque se você olhar um mapa da Austrália você pode ver que todas as principais cidades ficam de um lado do país e Perth é a única cidade que fica no outro. A cidade mais próxima de Perth com mais de um milhão de habitantes é Adelaide, que está a 2104 km de distância, o que faz de Perth a cidade de mais de um milhão de habitantes "mais isolada" do mundo, segundo a wikipedia. No começo até criei uma certa resistência para viajar para "a tal da cidade mais isolada do mundo", mas hoje não me arrependo! Tudo bem que estando aqui é péssimo para viajar e conhecer outros lugares (mas acho que talvez nem teria dinheiro e tempo para fazer isso), mas ajuda que meu primo me deu desde que cheguei aqui é imensurável e Perth é uma cidade muito boa para se viver!Bom, por último, segue a foto de um mapa da Austrália para ilustrar:








Mais fotos (Laguinho e Kings Park)

Observação: Olá, primeiramente queria me desculpar com todos os leitores que esperam ansiosamente por novas postagens  (após os dois primeiros posts imagino que sejam bastante leitores hahah). Faz mais de dois meses que não posto no blog, e agora já me encontro no Brasil e não mais no país dos cangurus infelizmente! De fato cheguei a escrever bastante coisa ainda na Austrália que infelizmente não atualizei aqui! (esses posts estão prontos!) Assim, os próximos 6 posts (do terceiro ao oitavo)  virão com aviso que foram escrito a meses atrás quando eu estava na Austrália. Depois dessa atualização, escreverei posts totalmente novos sobre a viagem baseados nas minhas memórias e nas anotações que fiz sobre o meu dia-a-dia. (somado a outros arquivos que possuo, como fotos e registro de conversa online).  
Aviso: Esse post foi escrito no dia 23 de janeiro de 2013 (quando eu ainda estava na Austrália. Retornei para o Brasil no dia 09 de março, mês passado).

Depois do centro cultural (primeiro post) e daquelas simpáticas estátuas de cangurus (segundo post), peguei um ônibus gratuito (Sim, gratuito! Coisa que só Perth pode lhe oferecer! Explico mais a frente sobre o transporte público...) para King Park (não sabia exatamente o que era, mas parecia interessante no meu mapa turístico hahah). Desci em um simpático laguinho (segue fotos) e peguei uma escada monstruosa para chegar no parque! (segue fotos também).

Ou seja, antes que alguém questione porque eu sempre apareço com a mesma camisa vermelha em todas as fotos, não é porque eu não tome banho, mas sim porque todas as fotos foram tiradas no mesmo dia! hahaha


Segue:

Não conheço as demais cidades da Austrália mas não duvidaria que Perth esteja entre as mais bonitas. Legal encontrar um laguinho como esse cheio de vida selvagem no meio de uma cidade grande. 


Um pouco mais da riqueza ornitológica de Perth!

 Depois de descer próximo ao laguinho tive que pegar essa escada para ir ao Parque. 
Como o parque fica em uma parte muita alta, ele fornece uma vista privilegiada de Perth. Sem dúvida, bom lugar para turistas tirarem fotos.


Topo da escada! Na foto talvez não dá para a ver, mas a escada é muito alta e várias pessoas ficam correndo pra cima e pra baixo para "fazer escadaria" (não sei se esse termo é correto, mas eu tinha um professor de taek won do que se referia dessa forma à prática de exercitar correndo em uma escada)

Olha lá! Seja bem vindo a King Park! (Não tem nenhuma placa de "welcome", mas o blog é meu e eu traduzo da forma que eu quiser, tudo bem? auhauhua)

Como falei, o parque oferece uma vista privilegiada de Perth. Não lembro se eu estava realmente empolgado ou se o cara não esperou eu terminar de sorrir direito hahah

Bandeirinha da Austrália! Que legal!


Bom, várias coisas me marcaram no parque, principalmente o seu tamanho e como ele é bem cuidado em toda a sua extensão, assim como todos os inúmeros parques de Perth (país com dinheiro é outra coisa hahaha). Mas o que mais me marcou sem dúvida foi essa pracinha com referências a Segunda Guerra Mundial. ("Deixe uma silenciosa contemplação ser sua oferta", em tradução livre.)


Europa 1939-1945 (período da Segunda Grande Guerra)

"Nós vamos lembrar deles" - em tradução livre! (no fundo tem referência a alguns países e regiões, mas tá bem ruim de ler na foto)


"Tiozão tirando foto da pracinha!" 
Bom, quando estive lá pela primeira vez não tinha ideia alguma da relação entre a Austrália e Segunda Guerra Mundial. Mas depois que mudei para a casa da escocesa (explico mais a frente sobre minha estadia), ela me explicou que durante a Segunda Grande Guerra além do Japão atacar China, Coréia, Estados Unidos e metade do mundo, eles também atacaram a Austrália!!! Foi aí que os australianos entraram na Guerra. Um fato engraçado é que o "Pearl Harbor australiano" foi a cidade de Darwin, região da Austrália com uma das maiores concentrações de aborígenes na população, o que fez com que muitos "indígenas australianos" lutassem na Europa sem nem mesmo saber direito onde ficava a Itália ou a Alemanha haha

 Depois pedir para o 'tiozão' tirar uma foto minha também para mostrar toda a fotogenia que um maranhense pode ter hahah

Bom, o parque era muito grande mas não vou encher de fotos aqui porque aqui é um blog e não um fotolog ou o facebook hahah... Por último, vou deixar uma foto bem legal que conseguir tirar da cidade, até hoje não consigo entender direito nessa foto onde é mar e onde é rio hahah, talvez é rio na esquerda desaguando no mar na direita...  (bom, além de tudo, Perth é cortada por um majestoso rio em toda a sua extensão, o que traz ainda mais singularidade e beleza à cidade)